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Momentos que não tem preço

19 de Novembro de 2010
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Tenho um querido amigo de infância que virou um irmão, o Zagari, carioca como eu, que também reside em São Paulo há mais ou menos três décadas. Nossa amizade permanece igual aos tempos de colégio. Ele tem como hobby gravar músicas garimpadas na internet, na sua quase totalidade, lançadas entre os anos 30 e 70. Sabendo que eu também adoro música, volta e meia me presenteia com CDs, invariavelmente, excepcionais. Tenho mais de 120 CDs gravados por ele, com músicas nacionais e internacionais das quais eu faço uma seleção e passo para o meu IPod, para escutar durante minhas corridinhas matinais. Entre as canções nacionais, existem várias do tempo dos meus pais e que são verdadeiras relíquias, como por exemplo:

Minha Embaixada chegou, com Carmen Miranda;

 

Tenha pena de mim, com Aracy de Almeida;

 

Estás no meu caderno, com Mário Reis;

 

Onde o céu é mais azul, com Titulares do Ritmo;

 

Seu Libório, com Vassourinha;

 

Nega Maluca, com Linda Batista;

 

Deixa essa mulher prá lá, com Ataulfo Alves

e mais uma infinidade de pérolas iguais a essas. Entre as estrangeiras, gravações surpreendentes como In the still of the night, na voz do ator Kevin Kline; My funny Valentine, com Rachelle Ferrell; You’re the top, com Carmen McRae e Sammy Davis Junior; All my tomorrows, com Mathilde Santing, Cry me a river, com Etta James; The lady is a tramp, com Sophie Tucker, e vai por aí a fora, ultrapassando as duas mil gravações, sendo muitas vezes uma mesma canção gravada por mais de cinco intérpretes diferentes. Toda a época da Jovem Guarda também está catalogada com canções como Doce de coco e O bom rapaz, com Wanderley Cardoso; Pare o casamento, com Wanderléa; Vem quente que eu estou fervendo e Minha fama de mau, com Erasmo Carlos; Quero que vá tudo para o inferno e O Calhambeque, com Roberto Carlos; O bom, com Eduardo Araújo, Vieram me contar, com Martinha, Tijolinho, com Bobby di Carlo, enfim, o repertório completo. Mesmo os considerados mais “cafonas” por alguns, como Orlando Dias (que cantava com um lenço para enxugar as próprias lágrimas durante as interpretações), Odair José (Eu vou tirar você desse lugar e Pare de tomar a pílula), Anísio Silva (Alguém me disse), Waldick Soriano (Eu não sou cachorro não!) estão na seleção do meu IPod, uma vez que sempre curti a cafonice.

Recomendo a quem puder: experimente começar o dia com uma hora de corrida ou caminhada e depois vinte minutos de alongamento, escutando as canções que você curte. É a melhor receita para combater o stress e atrair o bom humor.

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